Esse foi o seu erro, se entregou ao destino e deixou que o vento frio do sul tomasse conta de sua vida, que segundo ele era “mediocre e sem valor” sentado ao relento com o lápis na mão inventando histórias felizes enquanto a morte não vinha busca-lo.
É quando surge a senhorita de véu branco lhe convidando para sonhar, um olhar fundo e sedutor, cheiro de rosas e cabelos longos e castanhos. Ele nunca havia visto nada tão encantador em toda sua vida…
Ela era engraçada, companheira, brincalhona e mais que tudo… era um motivo para viver.
Quando deu por si, a única pessoa que ele amou ao menos por alguns instantes, a moça encantadora era a morte que havia vindo busca-lo para encerrar de vez seu sofrimento e angustia de um mundo que não era feito pra ele.
[gil bondezan]
